domingo, 3 de janeiro de 2010

Rebelião estudantil na maior Universidade da Argentina: bem vinda seja a tempestade, lá e aqui


Não é só pelo Brasil que ocorrem manifestações e ocupações de reitoria em defesa da democracia nas universidades. Na última segunda-feira, 14 de dezembro, armados de paus e pedras e enfrentando toda a truculência do velho Estado (velha conhecida nossa), os estudantes da Universidade de Buenos Aires, a maior da Argentina, enfrentaram a polícia e fizeram um vigoroso protesto contra a reeleição farsesca do reitor da universidade. REItores, pelo visto, existem em igual proporção lá e aqui.

A Federação Universitária de Buenos Aires ocupou o prédio da reitoria.

Isso aconteceu porque na UBA são os Conselhos Superior e Diretivo (num total de 236 membros) quem elege qual será o próximo reitor. Diga-se de passagem, apesar do voto indireto, na Argentina o processo interno é soberano em contraste com a famigerada lista tríplice vigorante no Brasil. Pois bem, esses conselhos arbitrariamente deram um golpe e anteciparam a eleição prevista para ocorrer em março de 2010 para 14 de dezembro deste ano. Foi esse o estopim para as manifestações estudantis ocorrerem.



A combatividade mostrada pelos companheiros argentinos é sem dúvida um combustível a mais para as lutas aqui no Brasil e prova mesmo de que lutar pela democratização das universidades é não apenas um legítimo direito como um imperioso dever. O Estado reacionário argentino, assim como o brasileiro dirigido pela chamada “nova esquerda latino-americana” não mede esforços em reprimir e tentar intimidar aos estudantes. A nós, no pólo oposto dessa contradição, cabe ir com cara e coragem enfrentar não importa que obstáculos e lutar incansavelmente por uma universidade democrática, a serviço do povo e por uma sociedade de Nova Democracia.

VIVA A REBELIÃO DOS ESTUDANTES ARGENTINOS!

PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES!

VIVA O NOVO MOVIMENTO ESTUDANTIL!

Fonte: recebido por e-mail

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nove estudantes da Unesp são condenados por participar de ocupação: A universidade anti-democrática mostra a sua face

No dia 10 de novembro de 2009, nove estudantes foram condenados a pagar uma absurda multa por participar da ocupação da diretoria do campus da Unesp de Presidente Prudente no Estado de São Paulo, ocorrida no dia 02 de abril de 2009. Ocupação que tinha como principais reivindicações: a construção de um restaurante universitário, contratação de professores, revogação do processo anual de moradia, permanecia da duplicidade de bolsa, entre outras.

Segundo o juiz Fábio Mendes Ferreira o valor da multa corresponde “aos custos, despesas processuais e honorários advocatícios, em 15% do valor da causa”. Tal condenação é mais um exemplo da inexistência de democracia e autonomia nas universidades brasileiras, onde a justa luta dos estudantes em defesa da educação pública é tratada como crime pelas reitorias e pelo Estado.

A absurda condenação destes nove estudantes é mais uma resposta do Estado brasileiro ao crescimento da luta estudantil. A estes nove companheiros somam-se centenas de estudantes processados e condenados pelo simples fato de não aceitar a destruição do ensino público em nosso país.

Enquanto reitores e a burocracia dirigente nas universidades saem sempre ilesos e nunca são condenados, mesmo quando comprovadamente envolvidos em todo tipo de esquemas de corrupção (para ficar em dois exemplos o caso da UNB em 2007 e da UNIFESP em 2008), para os estudantes, a participação em qualquer mobilização já é o suficiente para o desencadeamento da mais sórdida campanha de criminalização, por parte das reitorias associadas ao Estado.

Opor à campanha fascista de criminalização da luta estudantil uma grande campanha de denúncia política e solidariedade aos estudantes processados e condenados, somando forças junto aos professores, funcionários técnico-administrati vos e todos os setores democráticos da universidade é uma importante tarefa do movimento estudantil independente do governo e de partidos eleitoreiros.

Esta universidade que criminaliza, pune e constrange os estudantes e ativistas que lutam para defender seu caráter público e gratuito, e para defender um ensino que verdadeiramente sirva ao povo, esta é a Universidade dos “sonhos” da classe dominante, a universidade de um país semicolonial e semifeudal. Só que os governantes de plantão e os tecnocratas que as dirigem se esquecem sempre de incluir em seus cálculos o povo, a juventude que constrói em suas próprias assembléias, manifestações, ocupações, a autêntica democracia na universidade.

É neste sentido que, ao tentar intimidar o caminho democrático com todo tipo de artimanhas e obscurantismo como esse que agora denunciamos, esses senhores acabam fazendo com que o tiro saia pela culatra: longe de arrefecer o ânimo dos estudantes, condenações como essa só os fazem mais conscientes de que não se pode ter ilusão a respeito da “democracia” na universidade, ou da “imparcialidade” da Justiça: fatos como esse deixam claro que a vitória do caminho democrático nas universidades não se dará dentro de seus gabinetes ou em corredores de fóruns senão que somente na mobilização, nas ruas, na luta. E é para esses combates que os estudantes brasileiros em novas e cada vez maiores ondas se levantarão, com a nítida segurança de quem sabe exatamente com quem se aliar e contra quem pelejar.

Abaixo a criminalização do movimento estudantil!

Exigimos democracia!

Rebelar-se é justo!

Fonte: MEPR

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

VEREADORES ELEITOS E NÃO REELEITOS AINDA PERSEGUEM ESTUDANTES

Em 23 de fevereiro de 2007 foi protocolado na Câmara Municipal de Barreiras, o Projeto de Lei 001/2007. Tal projeto, elaborado pelos estudantes visava atender as necessidades reais e atuais da comunidade estudantil no que trata da meia passagem, democratizando o direito de uso da mesma.

Como se passara 05 (cinco) meses de tramitação do Projeto na Câmara sem que os vereadores demonstrassem disposição em atender as reivindicações dos estudantes, os mesmos saíram pelas ruas no dia 08 de agosto de 2007 em direção à Câmara Municipal para pacificamente reivindicar a aprovação do Projeto.

Diante disso os então vereadores Luiz Holanda, Sobrinho, Da Costa e Beza entraram com representações criminais contra 5 (cinco) estudantes com acusações infundadas, inconsistentes, levianas e injustas. Tais representações viraram processos judiciais e apenas um foi extinto em 2008.

A perseguição continua contra a manifestação justa e legitima dos estudantes e repudiamos a tentativa desesperada e frustrada de criminalização do Movimento Estudantil através deste processo. Ao tratar as manifestações estudantis como caso de justiça, os vereadores ferem o princípio democrático segundo o qual os estudantes têm o direito de se organizar e manifestar livremente suas opiniões.

Depois de não serem reeleitos - Luiz Holanda e Pedro da Costa -, e também a vereadora reeleita Beza e o vereador reeleito Sobrinho (as vítimas no processo, parece até piada!), continuam a perseguir as/os estudantes e ex-estudantes com processos judiciais.

EXIGA o arquivamento do processo, promovido contra os estudantes: Cláudio Roberto de Jesus, Diolirio Araújo Medeiros Filho, Geisa Sabine Araújo Silva (que não estava presente no dia da manifestação) e Paula Vielmo.

A TERCEIRA AUDIÊNCIA está marcada para o próximo dia 11 de setembro de 2009, às 14h00 no juizado do centro. COMPAREÇA!


“Paz sem voz não é paz, é medo”